Imunomarcação: Definição



An imunocoloração é um teste de laboratório especializado que patologistas usado para identificar proteínas específicas em uma amostra de tecido. O teste é realizado usando uma técnica chamada imuno-histoquímica (IHC). Nesse processo, os anticorpos são projetados para se ligar a uma proteína específica nas células da amostra. Uma vez que o anticorpo se liga, ele se torna visível ao microscópio por meio de uma reação química que altera a cor das células. Essa mudança de cor é chamada de imunocoloração.

Por que as imunocolorações são importantes?

As imunocolorações fornecem informações que não podem ser vistas em colorações de rotina, como hematoxilina e eosina (H&E).

Eles são importantes porque ajudam os patologistas:

  • Confirme um diagnóstico: Por exemplo, distinguir entre diferentes tipos de câncer.

  • Classifique um tumor: Alguns tumores parecem semelhantes no microscópio, mas podem ser separados pelo seu padrão de imunocoloração.

  • Orientar as decisões de tratamento: Certas imunocolorações, como o receptor de estrogênio (RE), o receptor de progesterona (RP) e o HER2, no câncer de mama influenciam diretamente quais tratamentos serão mais eficazes.

  • Identificar infecções: As imunocolorações podem destacar proteínas de bactérias ou vírus.

  • Estudo da inflamação: Eles podem mostrar quais células imunológicas estão presentes no tecido inflamado.

Como uma imunocoloração é relatada?

Em um relatório de patologia, os resultados de uma imunocoloração são geralmente descritos como positivos ou negativos para uma proteína específica. Isso significa que a proteína foi detectada (positiva) ou não (negativa) na amostra. Os patologistas costumam fornecer informações mais detalhadas sobre a localização, extensão e intensidade da coloração. Esses detalhes ajudam os médicos a entender melhor o resultado e sua importância.

Termos comuns incluem:

  • Reatividade nuclear: A proteína é encontrada no núcleo (o centro de controle da célula). Isso é frequentemente observado em marcadores que afetam o crescimento e a divisão das células.

  • Reatividade citoplasmática: A proteína é encontrada no citoplasma, a parte fluida da célula que envolve o núcleo. Muitas enzimas e proteínas estruturais aparecem aqui.

  • Reatividade membranosa: A proteína é vista ao longo da membrana celular (borda externa da célula). Esse padrão é importante para marcadores como o HER2 no câncer de mama.

Os patologistas também descrevem quantas células estão mostrando reatividade e quão intensa é a coloração:

  • Reatividade focal: Apenas um pequeno grupo de células ou uma área limitada apresenta coloração.

  • Reatividade difusa: A maioria ou todas as células do tecido exibem coloração.

  • Forte reatividade: A coloração é intensa e visível, indicando altos níveis da proteína.

  • Reatividade fraca: A coloração é fraca, sugerindo níveis mais baixos da proteína.

Ao combinar esses detalhes, um relatório pode dizer, por exemplo, “reatividade membranosa forte e difusa” ou “reatividade nuclear focal e fraca”. Esse tipo de descrição ajuda a orientar o diagnóstico e as decisões de tratamento.

Exemplos de imunocolorações comumente usadas

  • ER, PR e HER2 no câncer de mama, que orientam decisões terapêuticas.

  • TTF-1 no câncer de pulmão, que ajuda a identificar a origem do tumor.

  • p16 no câncer cervical, que é frequentemente usado como um marcador de doenças relacionadas ao HPV.

  • CD3 e CD20 no linfoma, que ajudam a distinguir linfomas de células T de células B.

  • S100, SOX10 e Melan-A no melanoma, que identificam tumores que se desenvolvem a partir de melanócitos.

Perguntas para fazer ao seu médico

  • Quais imunocolorações foram realizadas na minha biópsia?

  • O que significa que a imunocoloração foi “positiva” ou “negativa”?

  • Como esses resultados afetam meu diagnóstico?

  • Essas imunocolorações são importantes para escolher as opções de tratamento?

  • Serão necessários testes de imunocoloração ou moleculares adicionais?

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